Brasil registra 48 casos de mpox em 2026; São Paulo concentra maioria das notificações
Ministério da Saúde informa que não há mortes neste ano e que a maioria dos pacientes apresenta quadro leve ou moderado
Profissional de saúde realiza atendimento e avaliação clínica em paciente com suspeita de mpox em unidade do SUS. O Brasil confirmou ao menos 48 casos de mpox em 2026, segundo atualização das autoridades sanitárias. O estado de São Paulo lidera o número de registros, com 41 confirmações. Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rondônia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentam ocorrências pontuais.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que monitora a situação de forma contínua, em articulação com os municípios e a rede assistencial. As equipes atuam na identificação precoce, notificação, testagem, acompanhamento clínico dos pacientes e rastreamento de contatos, conforme os protocolos técnicos vigentes.
De acordo com o Ministério da Saúde, os casos registrados neste ano apresentam, em sua maioria, evolução clínica leve ou moderada. Até o momento, não há registro de mortes em 2026. No ano passado, o país contabilizou mais de mil infecções e duas mortes associadas à doença.
Diante dos primeiros casos confirmados neste ano, a orientação oficial é que pessoas com lesões na pele, febre e ínguas procurem atendimento médico e, sempre que possível, mantenham isolamento até avaliação profissional, a fim de reduzir o risco de transmissão.
O ministério destaca ainda que o país mantém vigilância epidemiológica ativa e conta com capacidade instalada no Sistema Único de Saúde (SUS) para diagnóstico laboratorial, acompanhamento clínico e monitoramento de contatos. Pessoas que tiveram contato próximo com casos confirmados são acompanhadas por até 14 dias, período máximo de incubação do vírus.
O que é mpox e quais são os sintomas
A mpox é uma doença viral causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo da antiga varíola humana. Embora conhecida há décadas em países da África Central, a doença ganhou projeção internacional a partir de 2022, com a transmissão sustentada entre humanos.
Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Posteriormente, surgem lesões na pele que evoluem de manchas avermelhadas para vesículas, pústulas e crostas. As lesões podem aparecer no rosto, mãos, pés, região genital, perianal e mucosas.
Casos graves são considerados raros, mas podem ocorrer, sobretudo em pessoas com o sistema imunológico comprometido.
Como ocorre a transmissão
A transmissão acontece principalmente por contato físico direto com lesões de pele antes da cicatrização completa, podendo ocorrer em contextos sexuais ou não. Também há risco no contato com objetos contaminados, como roupas e toalhas, além de possível exposição a animais silvestres infectados.
O período de incubação varia de poucos dias até cerca de três semanas. A recomendação é que o paciente permaneça isolado até a cicatrização total das lesões, quando o risco de transmissão se encerra.
Diagnóstico, prevenção e vacina
O diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais, com coleta de material das lesões para testes moleculares. Não existe tratamento antiviral específico para a maioria dos casos; o cuidado é direcionado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações.
Há vacinas disponíveis no país, indicadas prioritariamente para grupos de risco e pessoas expostas ao vírus, como indivíduos imunossuprimidos e profissionais de laboratório.






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