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Bom Lugar,06/03/2026

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Calor intenso impõe desafios à produção de tilápia e exige ajustes no manejo

Altas temperaturas reduzem oxigênio na água, aumentam riscos sanitários e pressionam custos da piscicultura brasileira


Calor intenso impõe desafios à produção de tilápia e exige ajustes no manejo Tanques de criação de tilápia em viveiros escavados sob forte incidência de sol, com sistemas de aeração em funcionamento para manter a oxigenação da água.

A produção de tilápia no Brasil enfrenta obstáculos significativos durante períodos de calor intenso, sobretudo nas regiões tropicais, onde a temperatura da água pode ultrapassar a faixa considerada ideal para o cultivo, entre 25°C e 30°C. Quando os termômetros se aproximam ou superam os 30°C, produtores precisam redobrar os cuidados no manejo diário para evitar prejuízos.


O aumento da temperatura afeta diretamente a qualidade da água. Com o calor, há redução da concentração de oxigênio dissolvido, ao mesmo tempo em que o metabolismo dos peixes se acelera, elevando a demanda respiratória. Esse desequilíbrio pode provocar quadros de hipóxia, reduzir o consumo de ração, comprometer o ganho de peso e, em casos mais graves, levar à mortalidade.


Além disso, o estresse térmico compromete o sistema imunológico da tilápia, tornando os animais mais suscetíveis a doenças bacterianas e parasitárias. Entre os principais desafios sanitários está a Streptococcus, infecção recorrente na piscicultura e que exige monitoramento constante, adoção de medidas preventivas e investimentos adicionais em tratamentos.



Diante desse cenário, o manejo durante ondas de calor precisa ser estratégico. Entre as principais medidas recomendadas estão a redução da densidade de estocagem, a adoção de sistemas de aeração mais eficientes, o monitoramento contínuo dos parâmetros físico-químicos da água e a adequação dos horários de alimentação para períodos mais amenos do dia.


Com as projeções que indicam aumento na frequência e intensidade das ondas de calor em razão das mudanças climáticas, a tendência é que os desafios enfrentados pelos piscicultores se intensifiquem. A adaptação às novas condições climáticas torna-se fundamental para garantir a competitividade e a sustentabilidade da piscicultura brasileira.


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