Israel amplia ofensiva no sul do Líbano e assume novas posições estratégicas
Exército afirma que avanço tem caráter defensivo e nega início de invasão em larga escala
Soldados israelenses posicionados em área elevada próxima à fronteira com o sul do Líbano, com veículos militares ao fundo e colunas de fumaça visíveis no horizonte. As tropas de Forças de Defesa de Israel intensificaram nesta terça-feira (3) sua atuação no sul do Líbano, ampliando o controle sobre novas posições consideradas estratégicas na região de fronteira. A medida ocorre enquanto Israel intensifica ataques contra alvos atribuídos ao Hezbollah.
Segundo o Exército israelense, as forças já mantinham cinco posições fixas no sul do território libanês há meses, com o objetivo de monitorar a área fronteiriça. Agora, a ocupação de novos pontos foi classificada como uma “postura defensiva avançada reforçada”.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a decisão foi tomada em conjunto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para “prevenir ataques contra comunidades israelenses na fronteira”.
Em coletiva de imprensa, o porta-voz das forças israelenses, tenente-coronel Nadav Shoshani, negou que a movimentação represente o início de uma invasão terrestre de grande escala.

“Nossa presença se limita à área fronteiriça imediata, em postura defensiva, para prevenir ataques contra civis israelenses e garantir a segurança de pontos estratégicos importantes”, declarou.
Ele ressaltou que a ação tem caráter tático e visa impedir infiltrações e novos ataques. Shoshani também afirmou que o governo pretende evitar uma nova evacuação em massa na região norte de Israel — cenário já registrado em outubro de 2023, quando cerca de 60 mil moradores deixaram suas casas após disparos de foguetes e drones do Hezbollah.
Entenda o contexto
A intensificação da ofensiva ocorre após Israel emitir ordens de desocupação para vilarejos e assentamentos no sul do Líbano, recomendando que moradores se afastem ao menos 1.000 metros das áreas consideradas estratégicas.
O porta-voz militar israelense Avichay Adraee afirmou que as operações são uma resposta às atividades do Hezbollah na região e que o objetivo não é atingir civis.
Apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em novembro de 2024, os confrontos e bombardeios continuam. Israel alega violações do acordo por parte do Hezbollah — acusações que o grupo libanês nega.






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