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Bom Lugar,06/03/2026

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CPMI do INSS aprova quebra de sigilos do filho do presidente Lula e amplia investigação sobre suposto esquema de desvios

Comissão investiga supostos desvios em benefícios previdenciários e apura possíveis repasses mensais ao filho do presidente Lula


CPMI do INSS aprova quebra de sigilos do filho do presidente Lula e amplia investigação sobre suposto esquema de desvios Sessão da CPMI do INSS no Congresso Nacional durante votação de requerimentos; ao fundo, imagem institucional do Palácio do Planalto.

Comissão também autoriza acesso a dados fiscais e bancários e aprova 87 requerimentos em sessão marcada por tensão

Brasília — A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A comissão investiga suspeitas de desvios em repasses de benefícios destinados a aposentados e pensionistas. O nome de Lulinha foi citado em uma das fases da Polícia Federal, na Operação Sem Desconto, como possível beneficiário indireto do esquema. Até o momento, ele não figura formalmente como alvo da investigação.


Suposta ligação com investigado

De acordo com informações reunidas pelos investigadores, há menções diretas e indiretas que apontariam Lulinha como suposto “sócio oculto” do empresário Antonio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”. Antunes é apontado como intermediador do esquema, responsável por receber valores descontados indevidamente de aposentados e, posteriormente, redistribuí-los.

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-funcionário de Antunes, Edson Claro, afirmou que Lulinha receberia uma suposta “mesada” de R$ 300 mil. O mesmo valor teria sido mencionado em troca de mensagens entre Antunes e a empresária Roberta Luchsinger, nas quais o investigado afirma precisar repassar R$ 300 mil ao “filho do rapaz”.

O presidente Lula declarou publicamente que, caso haja irregularidades comprovadas, seu filho deverá responder na forma da lei.

Crescimento de repasses ao sindicato

Outro ponto sob análise na CPMI envolve o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), presidido por Frei Chico, irmão do presidente. Segundo dados apresentados na comissão, os valores repassados pelo INSS à entidade entre 2020 e 2024 teriam aumentado 564%. A instituição também está no foco de questionamentos da oposição.


Acesso a dados financeiros

O pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Com a aprovação, os parlamentares poderão acessar extratos bancários, movimentações financeiras, declarações de Imposto de Renda e contratos vinculados a Lulinha, com o objetivo de verificar a existência de movimentações compatíveis com os valores mencionados nos depoimentos.


Sessão tensa e votação em bloco

A base governista defendeu a votação em bloco dos requerimentos previstos na pauta. Ao todo, 87 pedidos foram aprovados, incluindo a convocação do ex-ministro da Cidadania João Roma (PL-BA) e a quebra de sigilos bancário e fiscal do Banco Master, investigado por supostas fraudes financeiras.

A sessão foi marcada por bate-boca entre parlamentares e acabou suspensa após momentos de confusão. Até então, governistas vinham conseguindo barrar requerimentos da oposição, que desta vez obteve maioria suficiente para aprovar parte de seus pedidos.


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