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Bom Lugar,06/03/2026

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PF aponta ex-presidente do INSS como destinatário de R$ 4 milhões em suposta propina

Pagamentos teriam sido feitos entre 2022 e 2024 por meio de escritórios, imobiliária e pizzaria, segundo investigação da Polícia Federal


PF aponta ex-presidente do INSS como destinatário de R$ 4 milhões em suposta propina

A Polícia Federal aponta o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, como destinatário de cerca de R$ 4 milhões em propina no âmbito de um esquema investigado por desvios de recursos. De acordo com o relatório, os pagamentos teriam ocorrido entre 2022 e 2024, intermediados por escritórios de advocacia, uma imobiliária e até uma pizzaria.


Segundo a apuração, os repasses partiram da Conafer e foram realizados em parcelas mensais de R$ 250 mil. Nas mensagens analisadas pela PF, Stefanutto seria identificado pelo codinome “Italiano”.


A defesa do ex-presidente do INSS nega irregularidades e afirma que ele não seria o “Italiano” citado nas conversas. Apesar disso, a investigação segue em andamento, com diligências para apurar a participação de outras autoridades e empresas.



Contexto da investigação:


A Conafer é alvo de investigação por descontos irregulares aplicados a aposentados. A PF estima um desvio total de R$ 708 milhões, dos quais R$ 640 milhões teriam origem em empresas de fachada. Entre as companhias citadas estão Santos Consultoria e Assessoria, To Hire Cars, Papelaria Pikinskeni, Agropecuária Pkst e CSS Consultoria e Gestão.


Conforme a Polícia Federal, os endereços informados à Receita Federal correspondem a salas em um mesmo escritório em Presidente Prudente (SP). No caso de Stefanutto, os repasses teriam sido feitos por intermédio de terceiros, com valores identificados em mensagens trocadas entre os envolvidos.


Entre os estabelecimentos citados como canais de pagamento estão Delícia Italiana Pizzas, Moinhos Imobiliária, Sanchez Salvadore Sociedade de Advogados e Stelo Advogados Associados, com valores que variam de R$ 250 mil a R$ 1,25 milhão. Ivete Teresinha Marsango também aparece entre os contatos mencionados.



Outros envolvidos:


O relatório da PF cita ainda Virgílio Antônio de Oliveira Filho, ex-procurador do INSS, com suposta propina de R$ 6,5 milhões; André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor do instituto, com R$ 3,4 milhões; e Euclydes Pettersen, deputado federal, com R$ 14 milhões atribuídos ao esquema. O portal UOL tentou contato com os citados, mas não obteve resposta.


Entre os operadores financeiros, Cícero Marcelino de Souza Santos é apontado como responsável pela gestão dos recursos, ao lado de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer. As conversas analisadas indicariam um controle detalhado das supostas propinas.


Procurado para comentar, Anderson Pomini, presidente do Porto de Santos, afirmou em nota que recebeu valores por serviços prestados ao PSB, negou qualquer repasse a Stefanutto e disse que os gastos não constam na prestação de contas partidária de 2022.


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