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Bom Lugar,06/03/2026

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Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão entram em nova fase após quatro semanas sem pistas

Forças de segurança reduzem ações em campo e intensificam investigação criminal sobre o paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael, em Bacabal


Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão entram em nova fase após quatro semanas sem pistas Equipes das forças de segurança realizam buscas em área de mata no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), durante operação para localizar duas crianças desaparecidas.

Quatro semanas após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão, as forças de segurança passaram a adotar uma nova estratégia nas investigações. Com a área inicialmente mapeada classificada como “saturada”, as buscas em campo foram reduzidas, enquanto a investigação criminal ganhou prioridade.


No último sábado (31/1), o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), divulgou um vídeo nas redes sociais acompanhando equipes de segurança durante mais uma ação na região de mata. Segundo ele, cerca de 20 profissionais da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e do Centro Tático Aéreo (CTA) participaram da operação, com apoio de helicóptero, tropas de choque e cães farejadores.


“O acesso à área é extremamente difícil, mas seguimos acompanhando e dando todo o suporte às forças de segurança nas buscas pelas crianças”, afirmou o prefeito.



Hipóteses seguem em apuração


Sem a localização de corpos ou indícios claros de crime, as autoridades mantêm várias linhas de investigação em aberto. De acordo com o coronel Duque, a ausência de vestígios concretos mantém a possibilidade de que as crianças estejam vivas em outro local.


Uma equipe especializada em rastreamento permanece na região, com uso de drones e equipamentos de inteligência, pronta para agir caso novas informações surjam. O prefeito Roberto Costa reforçou que nenhuma hipótese foi descartada até o momento, incluindo ataque por animais silvestres, sequestro ou deslocamento das crianças para outra região.

A população pode colaborar com as investigações por meio de denúncias anônimas pelo Disque-Denúncia 181.


A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que as equipes seguem em prontidão e que buscas pontuais podem ser retomadas imediatamente, caso surjam novos indícios relevantes.


Mudança de estratégia nas buscas


Após quase um mês sem resultados conclusivos, a força-tarefa decidiu encerrar as buscas aquáticas no Rio Mearim, na última terça-feira (22/1). Cães farejadores chegaram a seguir rastros das crianças até as margens do rio, mas nenhuma evidência foi encontrada no local.


Durante cinco dias, equipes da Marinha do Brasil, do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos realizaram varreduras contínuas em aproximadamente 19 quilômetros do rio, sendo cinco deles analisados de forma detalhada. Segundo o capitão Simões, da Marinha, 11 pontos de interesse foram identificados, mas a principal hipótese relacionada ao trecho fluvial foi descartada.


No trabalho terrestre, o Exército Brasileiro informou que cerca de 200 quilômetros de mata e áreas de difícil acesso já foram percorridos desde o desaparecimento das crianças.


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