Crianças encontradas em hotel de SP não são irmãos desaparecidos no Maranhão
Polícia descarta que crianças achadas em São Paulo sejam irmãos desaparecidos no MA
Irmãos Ágatha, de 6 anos, e Allan, de 4 seguem desaparecidos Polícia Civil descartou relação entre as crianças localizadas no centro de São Paulo e o caso de Ágatha e Allan, desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabal (MA)
A Polícia Civil de São Paulo confirmou nesta segunda-feira que as duas crianças encontradas em um hotel no bairro da República, região central da capital paulista, não são os irmãos Ágatha, de 6 anos, e Allan, de 4, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro no município de Bacabal, no Maranhão.
As buscas em São Paulo foram iniciadas após uma denúncia anônima, que indicava que as crianças teriam sido vistas no fim da tarde de sábado em um hotel da região. Agentes da Divisão Antissequestro da Polícia Civil estiveram no local no domingo e localizaram duas crianças, mas a identidade delas não correspondia à dos irmãos maranhenses.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e a Polícia Civil do Maranhão confirmaram que a denúncia foi devidamente investigada e posteriormente descartada.
Buscas no Maranhão continuam, mas com menor intensidade

Durante a última semana, as buscas pelos irmãos no Maranhão passaram por uma readequação. Segundo o secretário de Segurança Pública do estado, Maurício Martins, os trabalhos não foram suspensos, mas agora ocorrem com uma força-tarefa reduzida e mais focada na investigação policial, com base em novos indícios.
Desde o desaparecimento, equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e voluntários locais participaram das buscas. De acordo com a SSP do Maranhão, mais de mil agentes atuaram em áreas de mata fechada no povoado de São Sebastião dos Pretos, uma comunidade quilombola onde as crianças moravam.
A Marinha informou que não há vestígios de que os meninos tenham caído no trecho do rio que corta a comunidade. “Com os equipamentos empregados, esgotamos a possibilidade de que as crianças estejam nesse trecho do rio, que era a maior probabilidade. No entanto, diante de qualquer nova evidência consistente, estaremos prontos para agir”, afirmou o capitão dos Portos do Maranhão, Augusto Simões.

Relembre o caso
Ágatha, de 6 anos, e Allan, de 4, desapareceram após saírem de casa acompanhados do primo, Anderson Kauã, de 8 anos, no povoado quilombola de São Sebastião dos Pretos. As crianças não retornaram e o desaparecimento foi comunicado pelos familiares às autoridades ainda na noite do dia 4 de janeiro.






COMENTÁRIOS