Marinha amplia operação e intensifica buscas por irmãos desaparecidos no interior do Maranhão
Ação mobiliza mergulhadores, embarcações e equipamentos de varredura subaquática em Bacabal
Equipes da Marinha e do Corpo de Bombeiros atuam em área de mata e rios durante buscas por crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão. Equipes da Marinha do Brasil reforçaram, neste sábado (17), as buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, no município de Bacabal, interior do Maranhão.
De acordo com informações divulgadas pelo governador Carlos Brandão, a operação conta com a participação de mais de 11 mergulhadores especializados. Também estão sendo empregados uma embarcação do tipo voadeira, uma motoaquática e um equipamento de varredura subaquática conhecido como side scan sonar, capaz de localizar objetos e corpos em águas turvas ou profundas por meio de ondas sonoras.
A reportagem procurou a Secretaria da Segurança Pública do Maranhão para obter mais detalhes sobre a atuação da Marinha, mas não houve retorno até a última atualização desta publicação.


Reforço nas equipes de busca
Na última quinta-feira (15), a operação recebeu reforço de 12 bombeiros militares vindos do Pará e do Ceará, além de seis cães farejadores. Segundo a SSP-MA, este já é o 12º dia consecutivo de buscas, que envolvem uma força-tarefa composta por policiais civis e militares, Corpo de Bombeiros, Exército, Centro Tático Aéreo (CTA), Perícia Oficial, Defesa Civil e voluntários.
As equipes concentram os trabalhos na área de mata próxima aos povoados quilombolas São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moravam, e Santa Rosa, região próxima ao local onde Anderson Kauã, primo dos irmãos, foi encontrado no dia 7 de janeiro, após cerca de 72 horas desaparecido.
Ainda conforme a SSP-MA, aproximadamente 60% de uma área estimada em 54 km² já foi vistoriada. A estratégia inclui divisão por quadrantes, uso de drones com sensores térmicos, aeronaves e buscas subaquáticas em rios e lagos da região.
Anderson Kauã segue internado no Hospital Geral de Bacabal, após passar por exames clínicos. O menino também foi ouvido por uma equipe especializada do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes, responsável pelas avaliações psicológica e social. A secretaria informou que não há indícios de violência sexual contra a criança.


Paralelamente às buscas, a investigação continua. A Polícia Civil informou que delegados e investigadores da Delegacia Regional de Bacabal, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) e da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) seguem ouvindo familiares, moradores e outras pessoas que possam contribuir com informações sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.
Desde o início da operação, mais de 500 pessoas já participaram das ações, que contam com apoio logístico da Prefeitura de Bacabal, incluindo fornecimento de alimentação, ambulâncias e estrutura para as equipes.
No dia do desaparecimento, Ágatha, Allan e Kauã saíram para brincar em uma área de mata próxima às residências da família, no quilombo São Sebastião dos Pretos. Até o momento, não há informações confirmadas sobre o paradeiro dos dois irmãos, e as buscas seguem de forma ininterrupta.






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