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Bom Lugar,06/03/2026

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Judiciário do Irã nega execução de manifestante após pressão internacional

Autoridades afirmam que Erfan Soltani não foi condenado à morte e dizem que acusações preveem apenas pena de prisão


Judiciário do Irã nega execução de manifestante após pressão internacional O Judiciário do Irã contestou informações sobre a suposta execução do manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, detido após protestos em Fardis.

O Judiciário do Irã negou as informações de que o manifestante Erfan Soltani seria executado e afirmou que ele não foi condenado à pena de morte. A declaração foi divulgada pela agência estatal IRIB.


A preocupação em torno do caso aumentou nos últimos dias, após o Departamento de Estado dos EUA, familiares e organizações de direitos humanos alegarem que as autoridades iranianas planejavam executar o jovem de 26 anos.


Soltani foi preso em sua residência na semana passada, em razão de sua suposta participação em protestos ocorridos na cidade de Fardis, localizada a cerca de 40 quilômetros a oeste de Teerã.


Em comunicado, o Centro de Mídia do Judiciário iraniano classificou como “notícias fabricadas” as informações de que Soltani teria sido “preso e rapidamente condenado à morte”. Segundo o órgão, ele foi detido no dia 10 de janeiro e formalmente acusado de “conspiração contra a segurança interna do país” e de “atividades de propaganda” contra o regime.


De acordo com a nota, Soltani está custodiado na Prisão Central de Karaj, situada a cerca de 42 quilômetros a noroeste de Teerã. O Judiciário ressaltou que, caso as acusações sejam comprovadas, a pena prevista em lei é de prisão, e não de morte.


“Fundamentalmente, a pena de morte não está prevista na legislação para esse tipo de acusação”, afirmou o Centro de Mídia do Judiciário.


Na quarta-feira (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã teria desistido da execução após a repercussão internacional do caso. “Não há planos para execuções nem para uma execução”, disse a jornalistas.


Já uma familiar de Soltani, identificada como Somayeh, afirmou à CNN que a execução não ocorreu conforme o esperado, mas ressaltou que a medida não foi oficialmente cancelada e que a família ainda aguarda novas informações.


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